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Músicas inéditas, estilo de festa “rave” com sertanejo, nenhuma participação especial e palco no interior de São Paulo. Essa foi a aposta ousada da gravação do DVD do cantor Luan Santana, que contou com a força da “família Luan Santana”, como são chamados os fãs, para dar certo. E deu. Em poucos dias, o público decorou as duas únicas músicas liberadas antes da gravação e arranhou nas outras oito inéditas e, apesar de fora do eixo Rio-São Paulo, compareceu em peso à Arena Maeda, em Itu (SP) no último domingo (7).

Este foi um dos últimos compromissos do cantor antes da apresentação na Jornada Mundial da Juventude, no Rio de Janeiro, ainda neste mês. “Cantar para o Papa vai ser muito uma honra. Eu sou católico e fiquei muito emocionado com o convite”, comentou Luan.

Cerca de 18 mil pessoas participaram do show, que foi em um estilo diferente do habitual, ao ar livre e com o pôr do sol como cenário, como nos de Jorge e Mateus e Michel Teló.

“A música sertaneja estava precisando de um respiro”, justifica Luan, sobre a escolha do tema da gravação que, segundo ele, queria seguir o estilo de um grande festival de música eletrônica realizado em Itu – apesar da maioria do público, menor de idade, nunca ter estado em uma rave.

O pouco conhecimento do repertório não comprometeu a gravação, que precisou ter poucas músicas regravadas. “Melhor fazer de novo”, falava Luan para a equipe, quando não gostava de algum detalhe.

No set list, estavam “Um brinde ao nosso amor“, que abriu o show, quando Luan saiu de uma “cápsula” e preferiu refazer a entrada no palco; “Cabo cabo“, na qual a produção soltou 42 bombas de serpentina; “Tudo o que você quiser“, quando houve fogos e vários balões; “Garotas não merecem chorar“; “Te vejo linda“; “Sogrão Caprichou“; “Tanto faz“; “Dois filhos e um cachorro“; “Voar outra vez“; “Te esperando“, quando entraram em ação as máquinas de confete; “Minha donzela“; “Modão“; “O resto é conversa“; “O nosso tempo é hoje“; “Eu sou marinheiro“; “Parede branca“; “Te vivo“; “Multiplica“; “Anjo” e “Nega“, que encerrou o show.

A participação dos fãs foi além do desafio de cantar músicas que nunca tinham ouvido. Bandeiras de cada estado do Brasil foram distribuídas aos presidentes de cada fã-clube para simbolizar a presença do país inteiro na gravação. “Eu escolhi Itu por ser fácil de chegar, pois acho muito legal ver que os quatro cantos do país vieram para curtir a festa”, comentou Luan.

Sobre não ter gravado as músicas antes do DVD para o público se familiarizar, Luan explicou que preferiu preservar a “emoção de ouvir pela primeira vez”. “Essa energia de ouvir e já sair cantando é diferente. Só com as que liberamos há poucos dias, parecia que eu tinha gravado há três anos”, comemorou o cantor em entrevista ao G1, momentos depois da gravação, quando recebeu a imprensa.